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CONCLUSÕES DA REUNIÃO DO CONSELHO CONSULTIVO DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS

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CONCLUSÕES DA REUNIÃO DO CONSELHO CONSULTIVO DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS – APRENDÊNCIAS
Braga, 24 de fevereiro 2017. Universidade do Minho

– Recentrar a Educação e Formação de Adultos no foco do radar e da agenda política, credibilizando-a e dando-lhe visibilidade;

– Reforçar a presença da EFA na agenda académica (forte redução de pós-graduações, mestrados, doutoramentos);

– A insistência no conceito de Qualificação revela-se nefasta para a EFA, se o programa é qualificativo não é educativo ( políticas reducionistas);

– Em contexto de crise, é de suma importância revisitar os autores clássicos de EFA para contrariar o discurso vigente;

– O estado, enquanto tal, tem de assumir as suas responsabilidades e deixar de vez os Programas, que são intermitentes, para definir e implementar efectivas políticas públicas de educação e formação de adultos permanentes e continuadas;
A par deste plano estrutural – compromisso de um sistema público , a existência de um plano conjuntural;

– O estado deve reconhecer o papel das entidades locais e estabelecer parcerias para a acção, numa lógica de descentralização;

– Um novo paradigma de operacionalização territorial de EFA.
A construção dos projectos EFA tem de partir da cultura local, serem “lugares de projecto” que incorporem e articulem a educação formal e a não formal;

– Projetos de Educação e Formação de Adultos com inscrição municipal ou intermunicipal.
As estruturas regionais seguem orientações que recebem do poder central passando ao lado do essencial e dificultando a implementação de projectos próprios, nos territórios, construídos e assumidos pelos adultos e atores (controlo burocrático).

-Rentabilizar e mobilizar a maturidade institucional e técnica das pessoas com capital acumulado no campo de Educação de Adultos, maximizando o seu potencial de conhecimento do território em concreto e das práticas, ao serviço das pessoas e do projeto integrado de EFA;

– Acentuar a importância das acções no território. Promover, valorizar e estabelecer pontes entre a Educação Formal e Não Formal, de forte inscrição comunitária e local;

– Os dispositivos de controlo centralizados não possuem a elasticidade necessária ao desenvolvimento da Educação e Formação de Adultos de cariz local;

– Os Centros Qualifica têm de ser mais do que o que está prescrito. Deverão constituir-se como plataformas territoriais de EFA – lugares de projeto – emancipados, capazes de auto-regulação, com uma coordenação externa “suave” e dotados de plasticidade e elasticidade na criação dos seus próprios projetos;

– Dadas as assimetrias territoriais, deverá ocorrer a discriminação positiva nos territórios desfavorecidos. Num território tão diverso, não podemos dispor de um modelo único de EFA;

– Autonomizar o “projeto Jovens”, a formação inicial, do “projeto adultos”, a aprendizagem ao longo da vida;

– A alfabetização e os cursos de competências básicas cumprem funções diferentes pelo que deverão coexistir, a par das demais ofertas formais e informais;

– É urgente reconhecer a alfabetização como prioritária e criar os mecanismos legislativos e financeiros que a suportem.
A DIREÇÃO da APEFA

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Conselho Consultivo da APEFA reúne para Apresentar Novo Paradigma de Educação de Adultos para Portugal

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Visando a implementação de políticas públicas de Educação e Formação de Adultos, permanente e ao longo da vida, ajustadas e amigas das pessoas e suas geografias, numa lógica inclusiva e participativa de todos os adultos, reúne, amanhã, durante a tarde, no auditório do World of Discoveries, na cidade do Porto, o Conselho Consultivo da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS para reflectir e apontar novos caminhos para a Educação de Adultos em Portugal, refutando o abandono e a permanente intermitência que as políticas públicas de educação neste campo têm assumido, em especial, na última legislatura.

Integram o Conselho Consultivo da APEFA e estarão presentes nessa reunião, personalidades relevantes e distintas da sociedade portuguesa e da Igreja, como o Bispo Auxiliar de Braga, Dom Francisco Senra Coelho, Professores das Universidades de Évora, Lisboa, Coimbra, Porto e Braga, administradores do mundo do trabalho, responsáveis sindicais, do campo jornalístico e autárquico e de docentes do terreno.

Esta reunião afigura-se importantíssima pois precede os encontros, já agendados pela APEFA, com os Grupos Parlamentares dos partidos políticos da Assembleia da República e tutela.

Programa

CONSELHO CONSULTIVO

• Professor Doutor LICÍNIO LIMA, Universidade do Minho;
• Professor Doutor LUÍS ROTHES, Instituto Politécnico do Porto;
• Professor Doutor JOSÉ CARLOS BRAVO NICO, Universidade de Évora;
• Professor Doutor JOSÉ PEDRO AMORIM, Universidade Porto;
• Professor Doutor LUÍS ALCOFORADO, Universidade de Coimbra;
• Dr. PAULO FELICIANO, Consultor Coordenador da Quaternaire (participação temporariamente interrompida por assunção de funções públicas diretivas) ;
• Drª OLÍVIA SANTOS SILVA, especialista em Educação de Adultos;
• Drª MADALENA DIAS, Docente de Educação de Adultos;
• Professor JOSÉ MANUEL CASTRO, Universidade do Porto;
• Professora Doutora MARIA DO CARMO GOMES, OIT-Organização Internacional do Trabalho / CIES-ISCTE-IUL – Instituto Universitário de Lisboa;
• + Dom FRANCISCO JOSÉ VILLAS-BOAS SENRA DE FARIA COELHO, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Braga;
• Professor Doutor JOSÉ MANUEL PUREZA, Universidade de Coimbra;
• Dr. JOÃO DIAS DA SILVA, Federação Nacional de Educação, membro do CES da Comissão Europeia;
• Professor Doutor SANTANA CASTILHO, Instituto Politécnico de Santarém;
• Dr. FERNANDO PAULO, Diretor Municipal da Presidência da Câmara do Porto;
• Dr. ANTÓNIO OLIVEIRA, CEO da GTI – Gestão Tecnologia e Inovação, SA;
• Dr. JULIO MAGALHÃES, Jornalista, diretor Porto Canal;
• Drª. ANA PEIXOTO, Jornalista da TVI;
• Drª. ANABELA SOTAIA, FENPROF, CGTP-IN;
• Professora Doutora LURDES PRATAS NICO, Universidade de Évora;
• Drª HELENA PEREIRA, Programadora;
• DIRIGENTES da APEFA.

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O inquérito realizado aos coordenadores da rede nacional de CQEP traduz preocupações que importa reter

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Formalmente constituídos e em fase de implementação e operacionalização nos diversos territórios, os CENTROS PARA A QUALIFICAÇÃO E O ENSINO PROFISSIONAL, [CQEP], sinalizam e identificam, neste processo, fragilidades que importa a todos, construtivamente, refletir, agilizar e encontrar as conjugações e os inputs necessários ao bom decurso destes dispositivos, se considerados os superiores interesses dos seus utentes, jovens e adultos, substantivamente, prejudicados, os adultos,  pelo abrupto encerramento das anteriores estruturas dos CNO.

No âmbito da sua missão de defesa, estudo e promoção da Educação e Formação de Adultos e Ensino Profissional, em Portugal, a ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS, [APEFA], atenta ao processo de implementação destes dispositivos no terreno, promoveu um estudo, através de inquérito, junto de todos os Coordenadores da Rede Nacional de CQEP.

Foi entendimento da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS que, precisamente, neste momento, aferir e conhecer, com maior acuidade, circunstância e abrangência, a real situação vivida, no terreno, por cada um dos senhores Coordenadores de CQEP e respetivas equipas de trabalho, postas perante as novas valências, dimensões e públicos, assim como a identificação das fragilidades e auscultação de propostas, se afigurava fundamental para uma mais rápida e eficaz resposta aos adultos portugueses colmatando uma grave lacuna da Educação e Formação de Adultos.

Nesse inquérito, cujos resultados, agora, damos nota, onde a salvaguarda deontológica do direito de confidencialidade e o respeito pela privacidade dos respondentes foi e será garantida, são manifestamente, identificadas questões que, para a operacionalização dos CQEP, urge colmatar e que a tutela terá de analisar e considerar se, em causa, presidirem princípios de eficiência e de igualdade de oportunidades.

Também outras questões, como a inexistência de resposta a nível da alfabetização, a oferta educativa e formativa deficitária e o seu desconcerto face às realidades locais e estratégias de desenvolvimento integrado, protagonizado pelos atores políticos, sociais e económicos, na dimensão de EFA que penalizam os nossos concidadãos, acentuando diferenças e desigualdades, constituem preocupações da APEFA.

A APEFA agradece a colaboração de todos os participantes.

03 de junho de 2014

Resultados – Gráficos – para download

Opinião direta dos coordenadores de CQEP

Apresentação dos Resultados

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1º Seminário: “Formação Para O Trabalho: [In]Tendências Da Educação E Formação De Jovens E Adultos Em Portugal”

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A Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos (APEFA) realizou, na quinta-feira, dia 20 de dezembro, pelas 14 horas, no auditório da Escola Secundária António Sérgio, em Vila Nova de Gaia, um encontro de apresentação pública do projeto da associação e do trabalho desenvolvido ao longo de um ano, trazendo à discussão as questões críticas da EFA, da ALV -Aprendizagem ao Longo da Vida e do ensino profissional em geral.

Constituída em 22 de outubro de 2011 a associação desenvolveu um enorme trabalho de bastidores em torno da Educação e Formação de Adultos, que o seu presidente, Dr. Armando Loureiro, divulgou na sessão de abertura do encontro. Os dois oradores escolhidos, professores universitários de renome nesta área, Dr. Luís Rothes e Dr. Luís Alcoforado, com significativo pensamento produzido, desafiaram um auditório de cerca de duzentas pessoas com ideias muito claras e estruturantes para o futuro da formação para o trabalho.

Um modelo próprio ajustado à realidade portuguesa e alicerçado na tradição e experiência desenvolvida ao longo da última década deverão fazer a ponte para o novo projeto, que tomando forma no pensamento coletivo.

Será um grave erro estratégico ignorar o passado e estabelecer ruturas com o que de melhor se fez, cujas consequências seriam dramáticas para o país, na opinião do professor Luís Rothes; Luís Alcoforado, homem com alma transmontana evocou Torga, que na solidez da palavra sentida da vida nos empresta a força necessária para continuar a acreditar que o caminho está aberto e a ALV será o futuro da educação e formação.

O painel de comentadores revelou o sentir do tecido empresarial, das escolas profissionais, dos profissionais da educação e gestores de escolas, falou-se do país diverso e das experiências concretas que fazem a história da educação e da formação e do ensino profissional cujo modelo dual agora anunciado, de novo nada tem nas palavras de António Pêgo, da AEP

O otimismo e as palavras de esperança passaram mas a angústia e receio do passo mal dado, também persistem!

A escola recebeu com elegância e apoiou a iniciativa permitindo uma agradável tarde que também foi de convívio e em que os jovens estudantes dos cursos profissionais puseram à prova as suas aprendizagens duma forma exemplar.

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Formação Para O Trabalho: [In]Tendências Da Educação E Formação De Jovens E Adultos Em Portugal

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A Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos_ APEFA vai promover, no próximo dia 20 de dezembro, às 14 horas, na Escola Secundária António Sérgio, em Vila Nova de Gaia, uma conferência/seminário sobre a temática FORMAÇÃO PARA O TRABALHO: [IN]TENDÊNCIAS DA EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM PORTUGAL.

Este tema, por ter vindo a marcar as agendas educativas nacionais e, ao longo dos tempos, adquirido diferentes configurações e sentidos, congrega grande pertinência pela atualidade e pelo contexto sócio e económico do país.

Esta conferência tem a presença confirmada do Professor Doutor Augusto Santos Silva, que será um dos palestrantes, do Professor Doutor Luis Alcoforado, da Universidade de Coimbra, do Professor Doutor Luis Rothes, da Universidade do Porto,entre outros, que qualificarão este debate. Conta ainda com a presença do Professor Doutor Gonçalo Xufre, Presidente da ANQEP,I.P.como palestrante.

Queremos, com este debate, tentar compreender as relações de tensão que se têm criado entre os campos da formação e do trabalho e dos sistemas de educação/formação. Neste âmbito, afigura-se fundamental uma visão prospetiva das escolas, das empresas, dos profissionais de educação e formação, da administração, enfim de todos os que apostam no processo de qualificação e desenvolvimento profissional do país, razão pela qual vos endereçamos o convite para participar neste primeiro ciclo de conferências.

O tema deste debate e a sua configuração mereceram o acolhimento de Sua Ex.cia o Senhor Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário que manifestou disponibilidade para participar nesta iniciativa.

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