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Programa Qualifica ainda não responde a mais de meio milhão de analfabetos !

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COMEMORA-SE, HOJE, O DIA INTERNACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO e a APEFA assinala, este dia, em parceria com a Câmara Municipal de Aljustrel, com a realização do Fórum ALFABETIZAR NO SEC XXI, o novo paradigma de alfabetização solidária”, em Aljustrel, um concelho do interior Alentejano.

Celebra-se, hoje, o Dia Internacional da Alfabetização, instituído em 1967, pela ONU e UNESCO, com o objetivo de alertar para este flagelo que, em pleno sec. XXI, atinge milhões de pessoas, em todo o mundo.

Em Portugal, mais de meio milhão de pessoas são analfabetas. São cidadãos sem qualquer nível de escolaridade, que não sabem ler nem escrever.

Portugal apresenta uma das mais elevadas taxa de analfabetismo, de 5.2 %, ocupando um dos últimos lugares da tabela dos países europeus.

A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS solidariza-se com estas pessoas e repudia, profundamente, a ausência de uma estratégia nacional, política e solidária, no combate ao analfabetismo em Portugal.

Neste sentido, a APEFA apresenta, amanhã durante o fórum, o Projeto-piloto “PERCURSOS DE CIDADANIA ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA” que visa uma resposta da cidadania ativa.

Segundo os Censos 2011, Portugal tem sem qualquer nível de escolaridade, na faixa etária dos 15-24, 6.434 adultos; dos 25-44 anos, 42.945 adultos; dos 45-64 anos, 75.659 adultos;

E, dos mais de dois milhões de portugueses maiores de 65 anos, 412.710 mil também não tem qualquer nível de escolaridade.

Estes portugueses, são, completamente esquecidos e ignorados pelas últimas políticas de Educação de Adultos que, na lógica da empregabilidade, reforça a subordinação funcional das políticas e práticas de Educação de Adultos às exigências do mercado. Este grupo de portugueses está impedido de um direito inalienável do acesso à formação, por constrangimentos e puro vazio legal, que teima em persistir, situação já denunciada junto das estruturas do Ministério da Educação.

APEFA lança um desafio aos políticos e à comunicação social: erradicar o analfabetismo em Portugal com a implementação de Plano Integrado de Erradicação do Analfabetismo. Gestos simples! criar uma opinião pública sensível e favorável e retomar, legalmente,  as chamadas “modalidades perdidas” – o extra-escolar, a alfabetização, para possibilitar a criação de dinâmicas territoriais locais, promovendo a oferta formativa ajustada, diferenciada e flexível, identificada com os territórios, favorecidos e desfavorecidos.

A APEFA defende políticas de Educação de Adultos, coerentes, promotoras de coesão social e atentas a toda a sociedade portuguesa, integradas e solidárias com os territórios vulneráveis e de baixa densidade.

O PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS,

Armando Gomes Loureiro

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APEFA alerta Deputados e desafia-os a acabarem com o analfabetismo no País

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Deputados da Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República desafiados pelo Presidente da Associação portuguesa de Educação e Formação de Adultos, Armando Loureiro, a acabarem com o flagelo do Analfabetismo, garantindo às pessoas a dignidade e cidadania que até hoje lhes fora negada.

“Senhoras e senhores Deputados, desafio a esta comissão e todas as Deputadas e Deputados da Nação a assumirem o Combate do analfabetismo como desígnio nacional, pois, como já foi demonstrado, não se trata de uma questão financeira mas da assunção de convicções e princípios legislativos. Os territórios e a diversidade de atores, sociais , religiosos e políticos, cumprirão a sua missão. Cabe, agora, aos decisores, conforme sustenta o Papa Francisco, na Encíclica, Laudato Si, adotar políticas que “encontre espaço [e ] preocupação [para] (…) integrar os mais frágeis, (…) [para que eles] possam também singrar na vida »”, afirmou o Presidente da Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos”.

O Presidente APEFA, Armando Loureiro informou ontem, durante a audição concedida pela Comissão de Educação e Ciência. na Assembleia da República os Deputados que “a Educação e Formação de Adultos, mercê de acentuada marginalização de que foi acossada e vítima nos últimos anos, por extrema contaminação ideológica e desinvestimento inusitados, vive momentos de tremenda angústia e apresenta um estado de quase paralesia geral, no país, que importa, urgentemente, inverter, mas não ignorando o contexto restritivo de ajustamento a que o país se encontra vinculado.

Estamos conscientes da relevância da Educação e Formação de Adultos como uma das áreas prioritárias, absolutamente determinantes num contexto de desenvolvimento estratégico e integrado dos territórios, concorrente para a igualdade de oportunidades e de coesão social, e, por isso, apresentamos como fundamental desafio, e de imediato, o combate ao terrível flagelo do analfabetismo que em algumas regiões do nosso país atingem valores percentuais inconcebíveis, próximo de dois dígitos, e para o qual, o país não tem sabido solucionar, acrescentou o Presidente da APEFA. Ora, hoje, Portugal tem mais de meio milhão de cidadãos sem qualquer nível de escolaridade, sendo considerável a percentagem destes adultos se encontram em idade ativa.

E interrogou: E o que fazemos? E que respostas apresentamos? Qual a estratégia integrada de formação-educação-emprego aplicada a estes milhares de cidadãos, portugueses como nós, mas analfabetos, que não sabem ler nem escrever, e que tiveram de encontrar mecanismos para ludibriar o desconhecimento da leitura e da escrita?

A APEFA identifica quatro palavras-chave que correspondem a outros tantos níveis de intervenção urgente: Sistema; Oferta, Recursos Humanos, e Acompanhamento e monitorização.

Para a APEFA ” é urgente:

  • suprir a carência formativa, repor as modalidades de Educação informal e não-formal, de educação base, de aperfeiçoamento, de atualização cultural e científica, essenciais ao bem-estar e ao aumento da autoestima, à ocupação criativa e qualitativa dos tempos livres.
  • uma oferta atenta à especificidade dos contextos e geografias, flexível e discriminação positiva dos territórios vulneráveis.
  • uma política públicas de Educação e Formação de Adultos descomprometida com a prioridade fugaz do momento e de agendas e melhor conveniência de um qualquer Governo que erradique o caráter intermitente e sinuoso, de desinvestimento e esvaziamento , assumindo a EFA como uma dimensão integrante do sistema educativo.
  • uma EFA como um direito de todos e ao longo da Vida, para todos, de todas as idades e de todas as geografias, num modelo combinado de processos formais, não formais ou informais, agregador de vontades.

Quanta indústria criativa, agora tão em voga, mais não é do que a recriação das artes tradicionais e não é mais do que aquilo que milhares de portuguesas e portugueses faziam nos cursos extra-escolares que transmitiam artes tradicionais, dando-lhes inovação e mais valia para o mercado, acrescentando-lhes valor, interrogou o Presidente da APEFA?

Os censos 2011 (de lá para cá, não surtiram grandes alterações) Portugal, apresenta uma taxa de analfabetismo de 5.2 %. Uma outra que reclama a devida atenção: “62% da população portuguesa, entre os 25 e os 64 anos, não concluiu o ensino secundário” conforme a OCDE identifica, no âmbito de uma estratégia de competências para Portugal.

O Conselho Nacional de Educação, no seu relatório “Estado da Educação 2013, é perentório ao classificar o analfabetismo e as baixas qualificações como “muito preocupantes, não só porque abrangem grupos etários relativamente jovens(…)mas pelo impacto que o nível de escolarização dos pais tem na valorização do conhecimento e no sucesso das gerações mais novas“.

Para Armando Loureiro, Presidente da APEFA, o analfabetismo é castrador de iniciativas e de vidas. Não saber ler nem escrever, coarta a liberdade e deixa as pessoas reféns de vontades e de interpretações de terceiros, tornando-as dependentes e frágeis, pois conforme atenta Paulo Freire, “A alfabetização é mais, muito mais, que ler e escrever. É a habilidade de ler o mundo, é a habilidade de continuar aprendendo e é a chave da porta do conhecimento”.

APEFA, 11 de fevereiro de 2016

 

AssembleiaRepublica

Intervenção_Audição CEC_A.R_2016 APEFA

Link para a audição parlamentar

 

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CONSELHO CONSULTIVO – 1ª reunião – Conclusões

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O CONSELHO CONSULTIVO de Educação e Formação de Adultos da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS (APEFA), integrando personalidades relevantes e distintas da sociedade portuguesa, da academia e da Igreja, tomou posse nesta data, reunindo-se pela primeira vez para refletir sobre a atual situação do sistema de Educação e Formação de Adultos em Portugal e para definir linhas orientadoras para a futura intervenção nesta área.
A partir de um conjunto de ideias-chave é possível sintetizar a apreciação que os conselheiros fizeram do estado atual do campo da Educação e Formação de Adultos no nosso país: contaminação ideológica e política; estreitamento do conceito e do campo de intervenção da Educação e Formação de Adultos; desinvestimento político, técnico e financeiro; fragmentação instuticional; descredibilização das iniciativas neste campo; desconfiança e quebras acentuadas na inscrição e na participação dos adultos; desmobilização dos potenciais publicos-alvo; perda de sentido e esvaziamento de um campo. Como consequência inevitável desta situação, assistiu-se nos últimos anos a um desaproveitamento de recursos financeiros e técnicos investidos ao longo de mais de uma década, em que os primeiros a serem atingidos foram os mais vulneráveis (adultos, organizações, profissionais).
Entre todos os conselheiros foi consensual a ideia de que a Educação e Formação de Adultos, raramente tem sido favorecida por uma vontade política consistente e duradoura, avançando aos ziguezagues, de modo inconsistente, com constantes mudanças institucionais, organizacionais e programáticas. A este campo, em geral, pouca importância política e social tem sido atribuída, refletindo-se, por um lado, nos recursos afetados, e por outro, no pouco interesse que este campo desperta na investigação científica e na intervenção social, sendo muito relevante o desequilíbrio do número de estudos sobre a educação de adultos quando comparado com outras áreas.
As intermitências, a sinuosidade, os momentos de desinvestimento e esvaziamento só são possíveis porque, na verdade, a educação e formação de adultos nunca foi realmente e sistematicamente considerada como uma dimensão integrante do sistema educativo, mas antes, foi sempre encarada como uma parte que se pode ligar ou dele separar, um elemento que se pode articular com outras ações, conforme as circunstâncias, as conveniências, as convicções ideológicas e políticas. Nessa medida o campo da Educação e Formação de Adultos tem vindo a ser pensado por critérios circunstanciais e conjunturais, mais economicistas do que humanizantes, condenado à permanente fragilização, pouca relevância social e muita demagogia.
A Educação como um direito de todos e ao longo da vida foi um dos conceitos que maior unanimidade encontrou entre todos os conselheiros. Uma Educação para todos e para todas, de todas as idades (um direito sem rugas), de todas as geografias, de todos e em todos os percursos profissionais, deve ser disponibilizada, em permanência por atores públicos e privados. Um direito a que tem de corresponder um dever, tendo sido sublinhada como, efectivamente, existe uma assídua tensão entre o direito e o dever de aprender.
Foi também consensual que Educação e Formação de Adultos tem de se conceber como um desafio social alargado, com obrigatória responsabilização política dos varios atores, nomeadamente, dos parceiros sociais, enquanto subsistema educativo com os mesmos direitos da educação geral, mas com abertura e flexibilidade para se ir ajustando aos desafios que a crescente complexidade do mundo coloca aos adultos, cujas consequências se projetam de modo mais urgente e mais imediato na vida das pessoas: versatilidade e flexibilidade laboral, acesso à informação e ao conhecimento, construção de estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis, consumos amigáveis do ambiente e conscientes da eficiência energética, consciência cívica, política e social.
Uma educação com uma forte componente solidária e intercultural que leve em consideração os novos movimentos migratórios e as alterações demográficas, que facilite a estruturação de novas redes de relações sociais de cooperação e voluntariado, que permita a aquisição de saberes e competências de cidadania, democracia e participação, capazes de gerar mais confiança nos sistemas políticos e outros.
Nunca como hoje, o mundo, e Portugal mais especificamente, precisou tanto de um sistema de educação e formação de adultos num modelo combinado de processos formais, informais ou não formais, validado por uma regulação e acompanhamento transversal, contínua e de proximidade, que encorajem a aquisição de conhecimentos, atitudes e comportamentos capazes de gerar uma sociedade assente na coesão social, na equidade e na igualdade, com instâncias e contextos mais justos que ajudem a tornar realidade o crescimento económico, a criação de emprego e condições de trabalho dignas, a preparação para as grandes mudanças digitais e socioprofissionais, garantindo a melhoria dos desempenhos individuais e coletivos, sobretudo através da aprendizagem permanente e ao longo da vida.

A Direção da Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos

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Assembleia Geral Eleitoral

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NOS TERMOS DOS ESTATUTOS EM VIGOR, E EM CONFORMIDADE COM O DISPOSTO, NO NÚMERO 2, DO ARTIGO 17º, DOS REFERIDOS ESTATUTOS, CONVOCO OS SÓCIOS DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS- APRENDÊNCIAS, PARA REUNIREM, EM SESSÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA GERAL ELEITORAL, NO DIA 19 DE DEZEMBRO DE 2015, DAS 15,30 HORAS ÀS 19,30 HORAS, NA SALA DE REUNIÕES DO GABINETE DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS, NA CIDADE DA PÓVOA DE VARZIM, COM A SEGUINTE ORDEM DE TRABALHOS:

PONTO ÚNICO – ELEIÇÃO DOS ÓRGÃOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS, PARA O TRIÉNIO DE 2015/2018.

VOTOS POR CORRESPONDÊNCIA: NOS TERMOS DOS ESTATUTOS DA APEFA, OS ASSOCIADOS IMPOSSIBILITADOS DE COMPARECER, NA DATA E LOCAL DESIGNADOS PARA A AG ELEITORAL, PODEM EXERCER O SEU DIREITO DE VOTO ATRAVÉS DE CARTA, VIA CORREIO POSTAL, ATÉ ÀS ZERO HORAS DO DIA 17 DE DEZEMBRO DE 2015.

ASSIM, O SÓCIO DEVE PROCEDER AO DOWNLOAD DO BOLETIM DE VOTO, NO SÍTIO DA APEFA, EM WWW.APEFA.ORG.PT, PREENCHÊ-LO E ENDEREÇÁ-LO, EM ENVELOPE FECHADO, PARA A SEGUINTE DIRECÇÃO: APEFA, RUA DO BOÍDO, 16, 4490-438 PÓVOA DE VARZIM.

RECORDA-SE QUE O EXERCÍCIO DE VOTO ESTÁ VEDADO AOS SÓCIOS QUE NÃO ESTEJAM NO PLENO GOZO DOS SEUS DIREITOS, CONFORME DETERMINADO NOS ESTATUTOS DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS- APRENDÊNCIAS.

APEFA, 16 DE NOVEMBRO DE 2015

O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL

ÁLVARO ANTÓNIO ARMANDO DE SOUSA PEREIRA MOURA, DR.

 

Convocatória

Comunicado / Lista candidata

Lista Candidata – Lista A

Boletim de Voto

 

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